Golden Week – Semana dourada

O Japão é um dos países com mais feriados ao longo do ano, isso se deve principalmente pelo fato de não existirem férias remuneradas de 30 dias, como no Brasil e em outros países. Esses diversos feriados são espalhados ao longo do ano, mas determinadas datas acabam sendo próximas um das outras, originando 3 grandes feriados prolongados:

  • O feriado do ano novo, que engloba o Oshougatsu, data extremamente importante na cultua japonesa.
  • O feriado de verão, (Natsu Yasumi), onde as pessoas aproveitam para fazer mais passeios ao ar livre, visitar parques e praias, devido ao calor da época;
  • E a semana dourada – Golden Week: semana que engloba vários feriados nacionais e que tem início agora, entre final de abril e começo de maio.

A Golden Week é composta por várias datas de suma importância no calendário japonês, são elas:

  • Dia 29 de abril –  dia de Showa, data na qual era o aniversário do Imperador Showa (que foi o 124° Imperador japonês e que teve o maior reinado de todos, sendo símbolo do crescimento do Japão como potência mundial);
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Imperador Showa
  • Dia 3 de maioKenpo Kinenbi (憲法記念日) , dia da constituição japonesa, que entrou em vigor dia 3 de maio de 1947, substituindo o antigo regulamento da era Meiji. Nesta data as portas do Kokkai Gijido – Palácio do Parlamento Japonês são abertas ao público, e é costume da população refletir sobre as leis japonesas e a democracia em geral;
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Kokkai Gijido
  • Dia 4 de maio –  Midori no Hi (みどりの日), é o dia do Verde, é uma data propícia para visitar um parque em família, realizar atividades relacionadas ao respeito à natureza. Vários voluntários se disponibilizam a plantar árvores, ministrar palestras e oficinas ligadas à prática da educação ambiental e sustentabilidade;

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  • Dia 5 de maio – Kodomo no Hi (こどもの日), é o dia da criança, data para celebrar a felicidade  das crianças, em especial dos meninos, faz parte da tradição colocar bandeiras em formato de carpas penduradas ao redor das residências, a carpa (Koi) tem uma grande importância dentro da cultura japonesa, sendo mencionada em várias lendas e relacionada com a boa sorte.
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Koinobori

Além dessas datas especiais, a Golden Week marca o fim do inverno, época do Hanami, período onde as tradicionais cerejeiras (Sakuras), tem o ápice de seu florescimento, proporcionando um período de beleza única e ideal para contemplação da natureza.

 

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Hanami

Texto por Rafael Lucente

 

 

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Gueixas – as especialistas nas artes japonesas

As gueixas (芸者) são mulheres japonesas que se dedicaram em estudar e se especializar nas diversas artes relacionadas ao Japão, como a música, poesia e a dança.

Seu papel era extremamente importante na sociedade japonesa, atuando mais ativamente na parte do entretenimento de festas ou ocasiões especiais e NÃO estão relacionadas a serviços sexuais, como é o pensamento de muitas pessoas no Ocidente.

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Para atingirem esse posto de “guardiãs” da vasta cultura oriental, as gueixas ou Geiko (芸子)  como também são conhecidas, passam por rigorosos treinamentos, que além de durarem muitos anos, custavam muito caro, ao passo que muitas vezes, a gueixa possuía um danna (uma espécie de patrocinador) que financiava os estudos da até então maiko, nome utilizado para as aprendizes de gueixa. Todo esse aperfeiçoamento era feito em lugares conhecidos por  oki-ya e se iniciava antes da mulher completar 18 anos.

 

Além de dominarem diversos tipos de danças e origamis, as gueixas também sabiam tocar alguns instrumentos, como o  shamisen, que foi obrigatório para todas as gueixas durante um certo período. Junto com o treinamento, vinham normas de etiqueta, postura e conhecimentos sobre vestuário e maquiagens, que eram um grande diferencial das gueixas e se caracterizava por:

  • Pele branca – graças a grandes quantidades de maquiagem branca, as gueixas apresentavam o rosto em tons bem claros, o que reforçava o fato de serem consideradas símbolos de beleza; Este processo era extremamente cuidadoso, realizado pela onee-san  (irmã mais velha) ou pela  okaa-san (“mãe”) e durava cerca de 2 horas. Originalmente, esse tipo de cosmético era a base de chumbo, que é tóxico, prejudicando a saúde e podendo até causar manchas amareladas na pele;

 

  • Cabelo – outra característica marcante das gueixas era seu penteado, em alguns momentos da história era utilizado o cabelo longo, porém o tipo de penteado que mais está associado a elas é um tipo de coque chamado shimada e possui algumas variações, como o shimada taka (um coque mais alto)  e o shimada tsubushi, um coque mais achatado. Já as aprendizes maiko, usavam o uiwata, coque com um pedaço de algodão colorido no formato de uma metade de pêssego;

 

  • Vestimentas – o traje usado pelas gueixas era o quimono, que poderia ter diferentes cores dependendo da ocasião ou até mesmo da estação do ano, as maiko também usavam quimonos, porém as mesmas usavam vestimentas de cores vermelhas ou rosadas, e seus quimonos possuíam mangas mais longas, o que ajudava a diferenciar uma gueixa mais experiente de uma aprendiz.

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Em geral a mulher que pretendia se tornar gueixa deveria dedicar sua vida toda a isso, abrindo mão por exemplo de ter um marido e filhos, o que tornava ainda mais difícil e valorizava ainda mais esse grande posto na sociedade. Tema muito utilizado em tatuagens orientais, as gueixas se tornaram símbolo de beleza e dedicação, tanto no oriente como no ocidente, inspirando vários contos e livros, como o caso de “Memórias de uma gueixa” que acabou se tornando filme e sendo sucesso mundial.

Texto por Rafael Lucente.

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Imagem do filme “Memórias de uma gueixa”

Daruma – O boneco da sorte

O Daruma ( だるま) é um típico boneco japonês, normalmente dado como presente, afim de trazer proteção, sorte e realizar desejos.

O nome de Daruma deriva da pronuncia de Dharma, e surgiu a partir de uma história de um monge indiano (Bodhidharma) fundador do budismo Zen, que para não dormir, arrancou suas pálpebras e meditou por 9 anos.

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Monge Bodhidharma

Em geral os bonecos Daruma são de madeira, apresentam com vermelha (em razão do traje utilizado pelo monge), possui formato arredondado e sem mãos nem pés (pelo fato dos membros do monge terem se atrofiado ao longo dos 9 anos de meditação) e originalmente não possui pupila, já que faz parte da tradição pintar uma pupila do boneco quando fizer um pedido para ele e a outra quando o desejo se realizar. Para finalizar o ritual do pedido, o boneco deve ser queimado simbolizando que o espírito não esqueceu do pedido.

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Além dessas características, o boneco possui uma sobrancelha relacionada as aves grou e uma barba relacionada a tartaruga, ambos possuem um significado muito forte com relação à longevidade.

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Ilustração por Toshio Shimada

Texto por Rafael Lucente

Tigre na cultura oriental

A cultura oriental é mundialmente conhecida por sua riqueza de histórias, lendas e significados. Além de criaturas mágicas, demônios e divindades, destacam-se também os animais, como é o caso do tigre.

O tigre (虎 – tora) é considerado um animal divino pelos povos asiáticos e o supremo animal terrestre, sendo um dos 4 animais sagrados ao lado da fênix, tartaruga negra e o dragão.

O tigre é um animal extremamente feroz, imponente e belo, além de estar no topo da sua cadeia alimentar. Essas características fazem com que as tatuagens de tigres estejam associadas à força, coragem, beleza e poder.

Na crença budista, o tigre representa a fé, a força espiritual e a disciplina. Já para povos chineses, está mais associado a realeza, especialmente se tratando do tigre siberiano (tigre branco)

O tigre branco (Byakko) simboliza o outono e o elemento metal e na cultura chinesa, seria o guardião do ponto cardeal oeste.

Além de todos os significados positivos, o tigre também pode representar a ira e a vingança, de modo que alguns demônios são retratados usando trajes feitos de pele de tigre.

Na tatuagem em geral, o tigre costuma aparecer associado ao dragão, ou como peça principal da tatuagem, tendo flores como sakura ou rosas como fundo da composição.

 

Oni – “demônio” do folclore japonês

A cultura oriental no geral é extremamente rica e nela destaca-se principalmente as lendas do folclore japonês, que por muitas vezes é usado como referências para tatuagens, como é o caso da lenda de  Kintarō – Oniwakamaru, da Hannya e do Oni, criatura muito presente em peças do teatro Nos japonês.

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O termo Oni () significa ogro ou troll, é muitas vezes descrito como demônio, porém o termo mais correto pra demônio em japonês seria yokai.

Esta criatura possui corpo de  ser humano, cabeça de animal (que vai de macaco até pássaros) e 2 chifres que podem ter formatos e tamanhos variados. Sua expressão sempre nervosa,  faz com que sejam considerados criaturas maléficas, que atormentam vilas inteiras e poderiam até se alimentar de seres humanos, tanto os pecadores do inferno, como de alguns seres na Terra.

Uma das variações é descrita usando um  fundoshi  de tigre (um traje típico japonês que se assemelha a uma tanga) e pode representar Kimon, a porta do demônio, na qual os espíritos devem passar.

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Porém os Oni também podem ser considerados um símbolo de proteção, ao passo que sua aparência feroz ajudaria a afastar espíritos e energias negativas.

No japão é comemorado o Setsubun, um feriado para celebrar a chegada da primavera e os Oni tem grande importância para a data, pois é tradição que nesta data pessoas usem máscaras de ogros com intuito de afastar as coisas ruins da estação que está chegando.

Além do folclore tradicional, os Oni aparecem frequentemente na cultura Pop japonesa, servindo de inspirações para vários personagens de animes, mangás e jogos, como acontece em Dragon Ball Z, Naruto e Pokemon.

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As tatuagens de Oni normalmente são usadas como símbolo de proteção para a pessoa e podem compor um desenho com outras peças, ou então sendo a peça principal.

Texto por Rafael Lucente

Hamsá – Mão de Fátima

A Hamsá (خمسة em árabe) é um símbolo de proteção característico do Oriente Médio, seu nome é equivalente ao número cinco, se relacionando com os 5 dedos da mão, representados no próprio símbolo.

A Hamsá tem uma história muito antiga, e apesar de ser muito associada à cultura egípcia, provavelmente teve sua origem na civilização Fenícia e só depois foi difundida na cultura árabe em geral.

Desde o princípio, é utilizada como amuleto e proteção e também teria a capacidade de afastar o mau olhado, por isso é muito usada em tatuagens, especialmente entre as mulheres.

O símbolo consiste em uma palma da mão simétrica, ou seja, normalmente não é possível distinguir o polegar do dedo mínimo (mindinho). Pode aparecer associada à ilustrações de olhos, pombas ou até mesmo com a estrela de Davi, sendo que estes potencializariam o poder de Hamsá.

No Islamismo este símbolo é conhecido como Mão de Fátima, pois os 5 dedos representariam os 5 pilares do islamismo e Fátima a filha preferida de Maomé.

No Judaísmo o símbolo é chamado de mão de Miriam, irmã de Moisés e Arão, que representa os 5 livros do Torá, nesses casos é comum  que o símbolo contenha a  inscrição “Shemá Israel”.

Já no budismo, é conhecida como Abhaya Mudra e tem os mesmos significados de proteção e espantar energias negativas.

Texto por Rafael Lucente

 

 

Kintarō – Oniwakamaru

A história de Kintarō é uma das mais famosas lendas do folclore japonês, além de aparecer frequentemente nas peças do teatro Noh, também  é muito usada como referência para tatuagens orientais.

Kintarō (金太郎) também é conhecido no Japão e no mundo como o menino dourado pelo fato de ser representado usando um babador com o kanji 金, que representa o ouro, seus poderes compreendem uma força descomunal e uma grande empatia com os animais.

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Sua origem pode variar muito de acordo com as diversas lendas sobre ele, porém uma das mais conhecidas é que ele tenha sido criado por uma bruxa no Monte Ashigara, pois sua verdadeira mãe o abandonou.

Em algumas versões das lendas, Kintaro é associado ao dragão vermelho (Deus do trovão chinês “Lei gong), nessa versão, sua mãe seria a própria feiticeira, que teria acordado após um enorme trovão e após o susto teria percebido estar o grávida da própria divindade.

Independente das origens, Kintaro é retratado como uma criança robusta, de cor avermelhada. Usava sua machadinha e força para arrancar árvores, destruir rochedos e até mesmo lutar contra ursos e demônios das montanhas.

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Como símbolo de juventude e força, é comum no Japão que as crianças ganhem bonecos do Kintaro no dia das crianças, afim de inspirar a coragem e bravura do menino.

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Já em sua forma adulta, Kintaro passa a ser chamado de Sakata Kintoke (ou Oniwakamaru, dependendo do conto), foi levado até Kyoto, e após dedicar-se às artes marciais, foi de guarda a chefe do Shiten´no.

Por sua força e grande empatia com animais, costuma ser ilustrado enfrentando grandes seres ou bestas ferozes.

A pedido de um cliente, Toshio Shimada está trabalhando em uma arte relacionada à lenda de Kintaro/Oniwakamaru, confira:

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Arte por Toshio Shimada

Texto por Rafael Lucente

Toshio Shimada leva 2° lugar no Tattoo Fest Capivari

Entre os dias 10, 11 e 12 de março, aconteceu a segunda edição do Tattoo Fest Capivari e Toshio Shimada além de estar presente, ganhou o prêmio de 2° lugar em uma das categorias.

Inscrito na categoria “série de desenhos coloridos” Toshio Shimada apresentou 6 de suas várias artes, e com a temática oriental e uma excelente combinação de cores e técnicas, ganhou o 2° lugar na categoria.

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Artes premiadas e troféu da categoria (foto Rafael Lucente)
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Troféu da categoria (Foto por Rafael Lucente)

As imagens individuais das artes vencedoras e muitas outras você pode ver aqui na sessão artwork.

Para fazer um orçamento ou encomendar uma arte com Toshio Shimada, visite o studio Shimada Tattoo, localizado na Rua Galvão Bueno – 28, sala 21 – Liberdade, SP.

Tel: (11) 3275-0093

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Toshio Shimada com o troféu

Texto por Rafael Lucente.

Dica de leitura: Livro Horikazu

Esta semana, o cliente Maximus visitou o studio Shimada Tattoo para conversar e fazer uma tatuagem com Toshio Shimada.

Rascunho feito por Toshio Shimada para a tatuagem de Maximus

Muito interessado pela cultura oriental em geral, Maximus esteve recentemente no Japão e aproveitou a oportunidade para presentear Toshio Shimada com o livro HORIKAZU ( Traditional Tattoo in Japan – Horikazu Lifework of the Tattoo Master from Asakusa in Tokyo).

O livro Trabalho da vida do mestre de tatuagem de Asakusa, em Tóquio, é uma referência para todos os fãs de tatuagem e da cultura relacionada.
As imagens são do fotógrafo Martin Hladik, que acompanhou as tatuagens japonesas do mestre Horikazu com sua câmera por anos, e apresenta agora o trabalho da vida de um tatuador notável em imagens espetaculares.


São 500 páginas, mais de 460 imagens e ainda entrevistas que relatam o dia a dia de um studio de tatuagem da perspectiva do próprio tatuador e funcionamento de alguma técnicas.

Dedicatória de Maximus para Toshio Shimada

Texto por Rafael Lucente

Ganesha – Deus da prosperidade

Ganesha ( गणेश em sânscrito) é uma divindade do Panteão Hindu, sendo um dos deuses mais venerados.

Primogênito de Parvati e Shiva, Ganesha é o chefe do exército celestial, mestre do conhecimento e sabedoria, responsável por remover obstáculos e trazer sucesso, fartura e prosperidade, além de ser uma das divindades relacionadas à proteção, motivo pelo qual é representado por meio de uma estátua na entrada de residências ou templos hindus.

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estátua de Ganesha

Costuma ser representado em amarelo ou vermelho, possui um corpo que ostenta uma enorme barriga, 4 braços e cabeça de elefante com uma única presa. Na maioria das ilustrações aparece com uma perna dobrada sobre a outra e muitas vezes acompanhado de sua montaria, um rato que é chamado de (Vahana). Cada parte do corpo de Ganesha tem um significado específico:

  • Cabeça de elefante: muito associado à lógica, a cabeça de elefante simboliza a inteligência, sabedoria e capacidade de raciocínio;
  • Presa: Ganesha possui apenas uma presa – de acordo com a lenda, a presa foi arrancada por ele mesmo e utilizada para a escrita dos Vedas (escrituras sagradas para o hinduísmo);
  • Tromba de elefante: estão relacionadas à capacidade de discernimento entre o que é real e o que é irreal;
  • Grandes orelhas: representam a habilidade de ouvir os problemas alheios e poder refletir sobre essas questões, o que também é uma maneira de adquirir sabedoria;
  • Barriga: sua barriga abriga infinitos universos e representa a benevolência e a capacidade de absorver o sofrimento do mundo todo;
  • Pernas: a posição das pernas de Ganesha representa o elo entre o mundo espiritual e material, bem como a necessidade do equilíbrio entre eles;
  • Braços: o corpo de Ganesha apresenta 4 braços (porém existem representações com mais membros) e cada um deles simboliza um atributo do corpo sutil (no hinduísmo o corpo sutil é uma parte extremamente importante que compõe os seres vivos), são eles: o intelecto (Buddhi), o ego (Ahamkara), a consciência (Chitta) e a mente (Manas), sendo que em Ganesha os 4 juntos culminam na pura consciência (Atman). Ainda sobre a simbologia dos membros temos:
  • Uma mão segurando uma lótus, que representa o ápice da evolução humana, a elevação da alma; (saiba mais sobre o significado da flor de lótus clicando aqui)
  • uma mão em direção ao Ganapatyas (devotos de Ganesha), que confere proteção e a própria benção da divindade;
  • uma das mãos segura um chicote, simbolizando a força e disciplina que mantém o devoto no caminho certo;
  • e a última mão segurando uma machadinha, que está associada à restrição a todos os desejos que trazem sofrimento à alma. A machadinha também é responsável por desobstruir o caminho, livrar dos obstáculos (um dos principais significados associados a Ganesha);

Já sua montaria, o rato  Vahana simboliza a ignorância e como este animal normalmente habita esgotos e lugares escuros, contrasta muito com as habilidades de Ganesha de discernimento e iluminação através da sabedoria.

Ganesha
ilustração Ganesha

Devido a todos esses importantes significados, Ganesha é muito utilizado em tatuagens, sendo ícone de proteção, sabedoria, lógica, prosperidade nos negócios e a capacidade de superar obstáculos da vida.

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Tatuagem Ganesha por Toshio Shimada

 

Texto por Rafael Lucente